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Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem...
Voce só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres tem extinto "caçador' e fazem qualquer homem sofre...
Um dia descobrimos que apaixonar-se é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor, são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como"bonzinho", não pe bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga, é a que mais pensa em voce...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu se tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...
um dia percebemos que somos muito importante para alguém que não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim...um dia descobrimos que apesar de viver quase 1 século, esse tyempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana.
Olá pessoal, como estão? Segunda-feira chuvosa, em Belo Horizonte, e me deparo com este poema na minha caixa de mensagens. Mário Quintana, nunca tinha lido nada desse poeta, mas concerteza, agora irei pesquisar mais sobre ele. Espero que tenham gostado, façam tudo o que puder ser feito agora, porque a vida passa rápido demais, e o pior jeito de saber isso, é chegar aos seus 90 anos e olhar para trás e ver que não realizou sonho algum...
Beijinhos para vocês, Josi
Isso aconteceu num vôo da BRITISH AIRWAYS entre JOHANNÊSBURGE e LONDRES.
Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro. Visivelmente perturbada, ela chama a aeromoça:
-Qual o problema? - pergunta a aeromoça.
- Mas você não está vendo? - responde a senhora.
-Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado desses nojentos. Me dê outro assento.
- Por favor senhora, acalme-se. - diz a aeromoça.
-Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível.
A aeromoça se afasta. E volta alguns minutos depois:
- Minha senhora, como eu suspeitava, não há lugar vago na classe econômica. Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há lugares na executiva. Entretanto ainda temos um lugar na primeira classe.
Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário a aeromoça continua:
-É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar ao lado de uma pessoa tão execrável. E dirigindo-se ao negro, a aeromoça completou:
- Portanto senhor, se for da sua vontade, pegue seus pertences que o assento de primeira classe está a sua espera.
"E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e aplaudiram."
PRECONCEITO.Como a própria palavra já diz é formar opinião sobre alguém ou alguma coisa antes mesmo de conhecer. No caso da historinha se trata de um preconceito racial que é ainda mais deplorável. Até hoje não me conformo com esse tipo de coisa. Não sei como as pessoas, que volta e meia se dizem civilizadas, de mente aberta, estudadas, etc e tal, ainda fazem coisas do tipo. O maior problema é que até hoje é ensinado às crianças que ser diferente é algo ruim. Acho que a palavra certa na verdade não é ensinadas, mas sim influenciadas por atos e palavras que muitas vezes seus próprios pais dizem. Seja contra um negro, um deficiente, um idoso. Vocês já repararam que a palavra negro sempre está relacionada a algo ruim? Por exemplo: peste negra, magia negra, lado negro, gato preto(negro), buraco negro... Acho, ou melhor tenho certeza, que uma pessoa negra não difere em nada de uma pessoa branca, muito pelo contrário, caso seja dado à ela as mesmas oportunidades que são dadas aos brancos, pode ser igualmente bem sucedida. Infelizmente hoje em dia não é assim com todos, até mesmo por questões culturais, mas isso não dá a ninguém o direito de discriminar. Desejo a todos uma ótima semana e espero que vocês tenham gostado do texto de hoje. Um grande beijo sem preconceito, Mila.
Olá, pessoal, hoje quero postar uma crônica de Luíz Fernando Verissimo, eu comecei a apreciar este escritor através de uma amiga minha, e esta crônica foi muito dificil de ser escolhida, pois são muitas outras que são muito engraçadas. Espero que gostem. Beijos, Josi
Antigas Namoradas
O Plínio se aposentou. Não tinha nada para fazer, e um dia se viu pensando nas suas namoradas. Todas as namoradas que tivera, desde a primeira. Quem fora a primeira? A Maria Augusta, claro. Nunca mais pensara na Maria Augusta. Foi uma lembrança tão forte qye ele chegou a exclamar em voz alta:
- Gugu!
A mulher pensou: pronto. O Plínio ficou gagá. Só estava esperando se aposentar para ficar gagá. Senilidade instantânea. Não perdeu tempo. Mas o Plínio continuou:
-Que coisa. Como eu fui me esquecer dela?
-Quem?
-A minha primeira namorada. Maria Augusta. Gugu. Nós tínhamos 12 anos. O primeiro beijo na boca. Ela que me deu. Namoramos encondidos. Uma vez combinamos que um ia sonhar com o outro. Seria um sonho só. Nos encontraríamos no sonho. Engraçado, as coisas que a gente começar a lembrar...
-E sonharam?
-Hein? Não, claro que não. Mas mentimos que sim. O namoro durou um verão. Nunca mais soube dela. Depois veio a... a... Sulamita!
-Você namorou uma Sulamita?!
-Espera. Presciso fazer uma lista.
O Plínio saiu atrás de papel e caneta. Pronto, pensou a mulher. O Plínio encontrou uma ocupação.
-Então, vamos ver. Gugu, Sulamita...
-Que idade tinha essa Sulamita?
-Uns 14. Primeiro beijo de língua. Primeira mão no peito. Mas só por fora. Ela não queria fazer mais nada. Meu Deus, as negociações! Deixa. Não deixo. Pega aqui. Eu não. Só um pouquinho. Não. Você não me ama! Sexo, sexo mesmo, ou uma simulação razoável, foi só coma seguinte, que se chamava... Não. Antes do sexo teve um anjo. A Liselote. Loira, magra, alta. Pele de alabatro. O que é mesmo um alabastro?
-Não sei, acho que é uma espécie de...
-Não importa. A pele da Liselote era de alabastro. Namoramos durante anos. Um dia fizemos um pacto suicida, mas eu levei tanto tempo para escrever o bilhete que ela achou que era má vontade e o namoro acabou. Anos depois nos encontramos e ela me disse que era psicóloga e tinha quatro filhos. Depois da Liselote, então, veio o sexo animal! Com a... a... Como era o nemo dela? Mariana, não, Regina, Cristina. Por aí. Fizemos de tudo, ou quase tudo. Foi a primeira namorada oficial, daquelas de ficar de mãos dadas na sala. Nossas famílias se conheciam. Durou quatro anos. Engraçado eu não me lembrar o nome dela. Me lembro de um sinalzinho na nadéga, estou vendo ele agora, mas não me lembro o nome. Era para acabar em casamento assim que me formasse, o pai dela nos ajudaria... Mas um dia ela me viu descascando uma laranja e teve uma crise. Por alguma razão, o meu jeito de descascar uma laranja desencadeou uma crise. Ela disse que não podia se imaginar casada comigo, com alguém que descascava laranja daquele jeito. Mandaram ela peara a Europa, para ver se ela se recuperavae, na volta, noivava comigo. Mas não teve jeito.
-Priscila.
-O quê?
-O nome dela é Priscila.
-Como você sabe?
-Voce me apresentou, não lembra? Só não me contou a história da laranja.
-Nem sei se foi laranja. Alguma coisa que eu fazia que... Bom, Priscila. Depois dela, deixa ver... Mercedes. A boliviana, Colega na faculdade. Baixinha. Grande seios. Vivia catarolando. Não parava de contarolar. Um dia reclamei e ela atirou umvaso na minha cabeça. Depois, depois...
-Não teve uma Isis?
-Isis! Claro. Eu falei da Isis pra voce? Era corretora de imóveis. Bem mais velha do que eu. Foi quem me ajudou a escolher um escritório, depoisd a formatura. Não chegou a ser namoro. Fizemos sexo de pé em várias salas vazias da cidade, e ela nunca chegou a tirar o vestido. Não era bonita, mas tinha pernas longas, usava meias pretas erosnava quando tinha um orgasmo. Rosnava, era assustador. O negócio acabou quando eu encontrei i escritório que queria. Grande Isis... Olha aí, até que não foram muitas... Ah, teve uma, eu contei? Uma que miava quando a gente estava na cama. Miava! Me chamava de gatão, toda melosa, e miava. Já pensou, o ridiculo? Como era o nome dela?
-Era eu, Plínio.
-O que? Não. O que é isso?
-Era eu.
-Não era não. Que absurdo. Nós, inclusive, não transamos antes de casar.
-Transamos, namoramos , e eu miava porque voce pedia.
-Era outra pessoas.
-Era eu, Plínio. Bota o meu nome na sua lista.
-Não. Nem sei porque eu comecei esta bobagem...
-E quer saber de uma coisa? Não é o seu modo de descascar laranja, Plínio. É o seu modo de chupar laranja. A Priscila tinhar razão. Não sei como agüentei todos estes anos. A Priscila tinha razão!